O On Page Checker é a lupa cirúrgica da SEONextbr. Enquanto a Auditoria de Site varre...
TL;DR: A Alphabet divulgou no dia 29 de abril de 2026 os resultados do primeiro trimestre, e o número que prende a atenção de quem trabalha com busca é direto: a receita de busca e publicidade cresceu 19% no trimestre, atingindo US$ 60,4 bilhões. Sundar Pichai atribuiu o desempenho às experiências de busca com IA (AI Overviews e AI Mode), afirmando que as consultas estão em níveis recordes. Em paralelo, o custo de gerar respostas de IA caiu mais de 30%, a latência da busca está 35% menor em cinco anos, e a Microsoft anunciou que o Bing chegou a 1 bilhão de visitantes mensais ativos. O que esses números dizem, na prática, para quem otimiza presença em busca e em IA generativa?
Os dados oficiais que importam para profissionais de SEO e GEO estão concentrados na fala de Sundar Pichai, CEO da Alphabet, durante a teleconferência de resultados. São cinco indicadores principais:
É a primeira vez que a empresa coloca, em uma teleconferência de resultados, a queda de custo das respostas de IA como destaque. Esse dado é mais relevante do que parece, e voltaremos a ele.
A leitura simples da imprensa internacional resume o trimestre como “o Google cresce graças à IA”. A leitura técnica é mais interessante. Três movimentos explicam o resultado:
Pichai foi explícito ao afirmar que as experiências com IA dentro da busca estão impulsionando o crescimento geral, e que tanto usuários quanto frequência de uso do AI Mode crescem globalmente. Ele também citou a expansão do Personal Intelligence nos Estados Unidos e o lançamento global do Search Live, a busca conversacional multimodal.
Para quem ainda trata a presença em respostas de IA como tendência futura, esse é o momento de revisar o entendimento. Quando o CEO de uma empresa que processa cerca de 90% das buscas globais cita as respostas geradas por IA como vetor principal de crescimento, a estratégia de SEO precisa estar adaptada para essa realidade, não para a anterior.
Esse dado é o que muda a equação no médio prazo. Quando o custo de gerar uma resposta de IA cai 30%, dois efeitos práticos aparecem:
O que esse cenário significa para quem otimiza conteúdo no Brasil: as estratégias precisam considerar que a probabilidade de uma consulta exibir resposta gerada por IA tende a crescer, não a estabilizar. Trabalhar conteúdo apenas para os 10 links azuis perde rapidamente o lastro estratégico.
Pichai mencionou esse dado de passagem, mas ele importa. Apesar de adicionar uma camada de IA generativa entre a consulta e a resposta (algo que tecnicamente deveria tornar a busca mais lenta), o Google conseguiu reduzir o tempo total de resposta. Isso indica investimento massivo em infraestrutura (TPUs próprios, otimizações de modelo) e sinaliza que velocidade continua sendo critério de qualidade percebida pelo usuário.
Para profissionais técnicos: Core Web Vitals e tempo de resposta do servidor continuam sendo fundamentos não negociáveis, e a régua só fica mais alta.
Um ponto que a comunicação oficial do Google passou rápido, mas que vale destaque: a receita da Google Network, que inclui AdSense, AdMob e Google Ad Manager, caiu para US$ 6,97 bilhões, completando o segundo ano consecutivo de queda. Em outras palavras, o crescimento de 19% acontece dentro do ecossistema próprio do Google (Search, YouTube, Gmail), enquanto a fatia destinada a publishers e desenvolvedores que dependem da rede de terceiros está encolhendo.
No Q1 de 2024, a Network representava cerca de 12% da receita total de anúncios do Google. No Q1 2026, ficou em torno de 9%.
O que isso indica estrategicamente: o Google está consolidando valor dentro das próprias superfícies (resultados de busca, AI Overviews, AI Mode, YouTube), e a economia dos publishers que dependiam de tráfego e monetização programática externa fica mais difícil. Para marcas, isso reforça a importância de construir presença orgânica direta nas superfícies do Google, e não apenas depender de cliques redirecionados.
Na mesma semana, a Microsoft anunciou que o Bing atingiu, pela primeira vez, 1 bilhão de visitantes mensais ativos, com crescimento de 12% na receita de anúncios de busca. A participação global do Bing ainda fica em torno de 5% (segundo dados públicos do StatCounter de março de 2026), mas o número absoluto importa pelo seguinte motivo: o Bing é o motor de busca por trás de boa parte dos assistentes de IA generativa hoje no mercado, incluindo o próprio ecossistema de IA da Microsoft. O alcance do Bing virou alcance multi-plataforma de IA.
Mais relevante ainda foi o anúncio da Microsoft sobre um recurso em desenvolvimento, apresentado no SEO Week em abril: a proporção de citações, que mostraria a porcentagem de citações que um site recebe para determinada consulta dentro das respostas de IA.
Quando esse recurso for lançado, será um dos primeiros instrumentos fornecidos diretamente por uma plataforma para medir presença em respostas de IA, algo que o Google ainda não oferece publicamente. Para quem trabalha com auditoria de SEO e GEO, esse será um divisor de águas: a métrica deixa de depender de coleta indireta e passa a ter um padrão da fonte.
Resumindo as implicações práticas dos números do Q1 2026 para quem precisa proteger e expandir a visibilidade orgânica de marcas no Brasil:
O crescimento de 19% e a expansão do AI Mode globalmente confirmam que a busca por IA generativa não é mais um experimento paralelo. É o eixo de crescimento. Conteúdo precisa ser otimizado para extração e síntese por IA, não apenas para ranking de links azuis. Isso significa estruturação clara (blocos de resposta, hierarquia semântica), densidade de dados verificáveis, marcações de schema apropriadas e construção de autoridade de entidade da marca.
A queda de 30% no custo das respostas de IA é o sinal técnico mais claro: vem mais IA nos resultados, em mais consultas, com mais densidade. Marcas que dependem de tráfego orgânico em consultas informacionais precisam ter conteúdo que sobreviva ao “novo topo” da página de resultados, seja sendo citado nas respostas, seja oferecendo profundidade que justifique o clique adicional.
Bing com 1 bilhão de usuários mensais ativos significa que boa parte dos assistentes de IA generativa do mercado tem um motor de busca em escala global puxando informação. Trabalhar visibilidade apenas no ecossistema Google deixa metade do jogo de fora. Auditar presença da marca em respostas de múltiplos sistemas de IA virou parte do checklist mínimo.
A queda contínua da Google Network mostra que o modelo de financiar produção de conteúdo apenas via anúncios redirecionados está sob pressão. Marcas com produção de conteúdo robusta precisam alinhar a estratégia à conversão direta (próprios canais, leads, assinaturas, autoridade de marca), não apenas a tráfego que será monetizado por intermediários.
O Google entregou 35% de redução de latência mesmo adicionando IA. Sua marca precisa entregar consistência técnica. Performance, indexação limpa, dados estruturados corretos e arquitetura crawleável seguem sendo o piso, não o teto.
O SEONextbr foi construído exatamente para o momento de transição que esses resultados confirmam. A plataforma combina monitoramento de presença em busca tradicional com diagnóstico de visibilidade em respostas de IA, oferecendo:
Se você ainda está tomando decisões de SEO baseadas apenas em volume de busca e posição média, está olhando para um jogo que acabou. Uma ferramenta que integra SEO e GEO deixou de ser diferencial e virou pré-requisito.
A Alphabet divulgou em 29 de abril de 2026 que a receita de busca e publicidade cresceu 19% no trimestre, alcançando US$ 60,4 bilhões. Sundar Pichai destacou que as consultas estão em níveis recordes e atribuiu o crescimento ao AI Overviews, ao AI Mode e ao avanço da IA generativa dentro da busca. O Google Cloud também acelerou, com crescimento de 63%, e os modelos próprios de IA passaram a processar mais de 16 bilhões de tokens por minuto.
Segundo Pichai, a redução veio com a migração para a última geração dos modelos próprios de IA do Google, combinada com avanços de hardware (TPUs especializados) e otimizações de engenharia. A consequência prática é que a empresa ganha margem para ampliar o uso de respostas geradas por IA em mais consultas, e com mais profundidade.
É a primeira vez que a Microsoft atinge essa marca para o Bing. O dado importa para profissionais de SEO e GEO porque o Bing é o motor de busca por trás de boa parte dos assistentes de IA generativa, incluindo o próprio ecossistema de IA da Microsoft. O alcance do Bing virou, na prática, o alcance de buscas associadas a sistemas de IA generativa, tornando inviável uma estratégia de visibilidade focada apenas no Google.
É um recurso anunciado pela Microsoft no SEO Week em abril de 2026 que mostraria a porcentagem de citações que um site recebe para uma determinada consulta dentro das respostas de IA. Quando lançado, será um dos primeiros instrumentos fornecidos diretamente por uma plataforma para medir presença em respostas de IA, algo que o Google ainda não oferece publicamente.
Cinco frentes precisam estar ativas: otimização de conteúdo para extração por IA (estrutura clara, schema, blocos de resposta), construção de autoridade de entidade da marca, monitoramento de presença em múltiplos sistemas de IA, fundamentos técnicos robustos (velocidade, indexação, dados estruturados) e diversificação da monetização para não depender da rede de anúncios externa do Google, que vem caindo há dois anos consecutivos.
Não. O que muda é o critério de visibilidade. A presença orgânica continua sendo o ativo que viabiliza tanto o ranking tradicional quanto a citação em respostas de IA. O que desaparece é a estratégia focada exclusivamente em volume de cliques. A nova métrica relevante é a presença da marca dentro das respostas, com ou sem clique direto.
O Google promete mais detalhes sobre busca no Google I/O, que acontece em 19 de maio de 2026. O calendário também inclui o Brandcast (13 de maio) e o Google Marketing Live, que tradicionalmente concentra anúncios sobre Ads e medição. Para quem trabalha com SEO e GEO no Brasil, essas três janelas costumam revelar o que vem de novo nas superfícies de busca pelos próximos seis a doze meses.
Os resultados do Q1 2026 deixaram o cenário claro: a busca está crescendo, a IA está no centro e as métricas tradicionais já não dão conta sozinhas. Quem ainda mede presença orgânica apenas por posição média e volume de busca está usando régua errada para um jogo novo.