O Google mudou e os dados provam. Um levantamento inédito da SEONextbr analisou 500 buscas reais...
O zero-click no Google deixou de ser tendência para virar regra no Brasil. Um novo levantamento da SEONextbr, em parceria com a agência Oxigenweb, mediu a posição real do primeiro resultado orgânico em 500 buscas brasileiras e encontrou um cenário que explica a queda de tráfego que tantos sites vêm sentindo: apenas 3% das buscas abrem a página com um link azul.
Nos outros 97%, o usuário encontra primeiro um AI Overview, um People Also Ask, um bloco de vídeos ou outro recurso do próprio Google. O primeiro resultado orgânico é, em média, o 2,74º elemento da página. E, aplicando curvas de CTR de mercado sobre esse deslocamento, a estimativa é que o primeiro colocado perca até 56% dos cliques que teria se abrisse a página.
Neste artigo, você confere a metodologia completa, os dados por setor e o que esse cenário de zero-click no Google significa para a estratégia de visibilidade da sua marca.
O levantamento foi conduzido em julho de 2026 pelas equipes da SEONextbr e da Oxigenweb, com coleta automatizada de páginas de resultados do Google Brasil (google.com.br), em português, em desktop.
Estes são os elementos do Google que cortam a frente do primeiro resultado orgânico, e a frequência com que isso acontece:
| Elemento da SERP | Aparece antes do 1º orgânico em |
|---|---|
| AI Overview | 87% das buscas |
| People Also Ask | 58% das buscas |
| Bloco de vídeos | 14% das buscas |
| Featured snippet | 6% das buscas |
| Principais pontos (viagem) | 5% das buscas |
O dado conversa diretamente com o nosso primeiro estudo da série, que mostrou AI Overviews em 87% das buscas brasileiras: a resposta de IA não só está presente em quase toda busca, como ocupa o primeiro lugar visual da página quase sempre que aparece.
Distribuição da posição absoluta do primeiro link azul nas 500 buscas:
| Posição na página | % das buscas |
|---|---|
| 1º elemento (página “limpa”) | 3% |
| 2º elemento | 34% |
| 3º elemento | 49% |
| 4º elemento | 13% |
| 5º elemento | 1% |
Metade das buscas brasileiras já entrega o primeiro resultado orgânico como terceiro elemento da página. Para o usuário, isso significa rolar a tela passando por uma resposta de IA e um bloco de perguntas antes de encontrar o primeiro site.
Aplicando a curva de CTR por posição sobre a posição visual real, ponderada pelo volume de busca de cada termo, chegamos à perda estimada de cliques do primeiro colocado orgânico em cada setor:
| Setor | Posição média do 1º link azul | Perda estimada de cliques |
|---|---|---|
| Saúde | 2,92 | 60% |
| Finanças | 2,95 | 57% |
| E-commerce/Varejo | 2,59 | 57% |
| Educação | 2,70 | 52% |
| Turismo | 2,52 | 49% |
| Geral (ponderado) | 2,83 | 56% |
Saúde e finanças, os setores YMYL onde o Google mais intervém com respostas próprias, são também os que mais perdem cliques. É o mesmo padrão que encontramos no estudo sobre ranking e citação em IA: quanto mais sensível o tema, mais o Google assume o papel de responder, e menos espaço sobra para o clique tradicional.
Os dados apontam para três movimentos práticos:
Descubra sua visibilidade real na era do zero-click com o SEONextbr
Zero-click no Google é a busca em que o usuário obtém a resposta sem clicar em nenhum site, porque o próprio Google responde na página de resultados, por meio de AI Overviews, featured snippets, People Also Ask e outros recursos. No Brasil, 97% das buscas analisadas já exibem pelo menos um desses elementos antes do primeiro resultado orgânico.
Segundo a estimativa do levantamento SEONextbr e Oxigenweb, o primeiro colocado orgânico perde cerca de 56% dos cliques que teria se abrisse a página, já que seu CTR estimado cai de 27,6% para 12% na posição visual real. O número é uma estimativa baseada em curvas públicas de CTR.
O AI Overview, que aparece antes do primeiro orgânico em 87% das buscas analisadas, seguido do People Also Ask (58%) e do bloco de vídeos (14%).
Saúde, com perda estimada de 60% dos cliques do primeiro colocado, seguida de finanças e e-commerce (57%). Turismo é o setor menos afetado, com 49%.
Disputando os espaços que cortam a frente do orgânico: sendo citada como fonte pelos AI Overviews (estratégia de GEO), respondendo às perguntas do People Also Ask e mantendo presença em vídeo, além de monitorar continuamente as citações da marca nas respostas de IA.
Levantamento produzido em parceria pelas equipes da SEONextbr, plataforma brasileira de SEO e GEO, e da Oxigenweb, agência de tecnologia e marketing, com dados coletados em julho de 2026. Este é o terceiro estudo da série sobre a busca com IA no Brasil. A base completa está disponível para jornalistas e pesquisadores mediante solicitação. Ao citar os dados, referencie como “levantamento SEONextbr e Oxigenweb” com link para este artigo.