Chegar ao primeiro lugar no Google foi, por 20 anos, o objetivo sagrado do SEO. Um...
Se você quer saber como aparecer no ChatGPT, a resposta começa por um fato que ninguém tinha medido no Brasil: o ChatGPT e o Google constroem suas respostas com fontes quase totalmente diferentes. No quinto levantamento da nossa série sobre a busca na era da IA, fizemos as mesmas 40 perguntas, com as mesmas palavras, nas duas plataformas, e comparamos o que cada uma respondeu e de onde tirou cada resposta.
O resultado tem duas caras. Nas recomendações de marcas, as duas IAs concordam de forma impressionante: 82% das marcas recomendadas são as mesmas. Mas as fontes que sustentam essas recomendações quase nunca coincidem: apenas 3,2% de sobreposição. Na prática, existem dois jogos de visibilidade separados, com regras próprias, e a maioria das marcas só está jogando um deles.
Entre as equipes da SEONextbr e da Oxigenweb, formulamos 40 perguntas reais em português, distribuídas em 7 categorias de intenção: recomendação de serviço, recomendação de produto, comparação e decisão, informacional, informacional prático, preço e custo, e negócios e investimento. Cada pergunta foi feita, com as mesmas palavras, no Google Brasil (capturando o AI Overview e suas fontes) e no ChatGPT com busca na web ativada (capturando o texto, as fontes anotadas e as consultas internas que ele dispara). A metodologia completa, com as limitações declaradas, está no fim deste artigo.
Nas perguntas de recomendação (“melhor hospedagem de sites”, “melhor CRM para pequenas empresas”, “melhor operadora de celular”), Google e ChatGPT indicaram praticamente as mesmas marcas: das 47 marcas distintas citadas, 32 apareceram nas duas plataformas. Quem lidera uma categoria tende a ser recomendado nas duas IAs.
Mas quando olhamos de onde cada resposta veio, o consenso desaparece: em 25 comparações diretas de fontes, as duas plataformas citaram a mesma fonte apenas 5 vezes (gov.br três vezes, Tecnoblog e CNN Brasil uma vez cada). Todo o resto foi diferente. A conclusão prática: sua marca pode estar bem em uma IA e invisível na outra, mesmo respondendo a mesma pergunta.
O Google monta o AI Overview com muitas fontes e forte peso de vídeo e redes sociais, o mesmo padrão que encontramos no nosso primeiro estudo da série. O ChatGPT faz o oposto: cita pouquíssimas fontes, e quando cita, prefere o institucional: gov.br, Agência Brasil, Banco Central e comparadores especializados. São dois critérios editoriais diferentes operando sobre a mesma internet.
Em 35% das perguntas, o ChatGPT respondeu sem citar nenhuma fonte, e o padrão por categoria é revelador. Nas perguntas conceituais (o que é GEO, como funciona o algoritmo do Google), ele respondeu inteiramente da própria memória: zero fontes em todas. Já nas perguntas que envolvem dinheiro e escolha, ele foi à web: buscou fontes em 100% das perguntas de preço e em 14 das 16 de recomendação de produto ou serviço.
A leitura para as marcas: se a pergunta do seu cliente envolve comparar, escolher ou pagar, o ChatGPT vai buscar na web antes de responder, e aí o que existe publicado sobre a sua marca decide o que ele diz. Se a pergunta é conceitual, ele responde com o que “aprendeu” no treinamento, e mudar essa memória é um trabalho de longo prazo de presença consistente.
Este é o dado que consideramos o mais valioso do estudo, e que não tinha registro publicado no Brasil: capturamos as consultas internas que o ChatGPT dispara antes de responder, o chamado fan-out. São em média 2,3 buscas por pergunta, e elas revelam o critério de validação dele. Exemplos reais da coleta:
Ou seja: antes de recomendar uma marca, o ChatGPT confere reputação (Reclame Aqui), dados oficiais (Anatel, ANS, Banco Central) e medições independentes. Ser bem avaliado nessas bases é critério de recomendação em IA, algo que nenhuma otimização de site substitui.
Para aparecer no Google (AI Overview): presença em vídeo e social é decisiva (YouTube foi fonte em 74% das respostas), conteúdo estruturado para extração (respostas diretas, FAQs, dados) e as práticas de GEO que detalhamos no guia completo de GEO da Oxigenweb.
Para aparecer no ChatGPT: o jogo é reputação verificável. Nota saudável no Reclame Aqui, dados corretos nas bases oficiais do seu setor, presença nos comparadores especializados do seu mercado e conteúdo institucional citável. E para as perguntas conceituais, em que ele responde de memória, consistência de marca de longo prazo: a IA só “lembra” de quem aparece de forma estável na web.
Para os dois: monitorar. Como as plataformas usam fontes 97% diferentes, medir presença só no Google deixa metade do tabuleiro no escuro. É exatamente essa a função do Brand Monitor do SEONextbr: acompanhar as citações da sua marca nas respostas das principais IAs, lado a lado, com a evolução no tempo.
Sua marca aparece no ChatGPT? E no Google?
O Brand Monitor do SEONextbr acompanha as citações da sua marca nas principais IAs e compara com os concorrentes.
Construindo reputação verificável nas fontes que ele consulta: avaliações saudáveis (o Reclame Aqui apareceu nas buscas internas dele), dados corretos nas bases oficiais do setor, presença nos comparadores especializados e conteúdo institucional citável. Nas perguntas em que ele responde da memória, o fator é consistência de marca de longo prazo na web.
Quase nunca. No levantamento SEONextbr com 40 perguntas idênticas, a sobreposição de fontes foi de apenas 3,2%. O Google privilegia vídeo e redes sociais (YouTube em 74% das respostas), o ChatGPT prefere órgãos oficiais e sites especializados.
São as buscas internas que o ChatGPT dispara antes de responder (2,3 por pergunta, em média). Elas revelam o critério dele: para recomendar marcas, ele confere reputação no Reclame Aqui, dados oficiais (Anatel, ANS, Banco Central) e medições independentes.
Não. No estudo, 35% das respostas vieram sem nenhuma fonte, direto da memória do modelo, especialmente em perguntas conceituais. Ele busca na web principalmente quando a pergunta envolve preço, comparação ou escolha de marcas.
Só parcialmente. Como as fontes coincidem em apenas 3,2%, são dois trabalhos de visibilidade com critérios próprios. A boa notícia: as marcas líderes aparecem nas duas (82% de concordância nas recomendações), porque autoridade real de mercado acaba refletida em ambos os ecossistemas.
Quinto levantamento da série sobre a busca brasileira, produzido pelas equipes da SEONextbr e da Oxigenweb em agosto de 2026: 40 perguntas reais em português, feitas com as mesmas palavras no Google Brasil (AI Overview) e no ChatGPT com busca ativada, em duas rodadas de coleta no mesmo dia. Medimos presença de resposta, fontes citadas, sobreposição entre plataformas, marcas recomendadas e as consultas internas do ChatGPT. Limitações: recorte de um dia e de uma sessão; respostas de IA variam por usuário e momento; o número de fontes citadas pelo ChatGPT é um piso, já que ele nem sempre anota tudo que consulta. Quatro perguntas de uma rodada preliminar, ligadas a segmentos de clientes das empresas autoras, foram excluídas da base para evitar viés. Ao citar os dados, referencie como “levantamento SEONextbr” com link para este artigo.